A CRIAÇÃO DO ACRE E OS CICLOS DA BORRACHA – O OURO BRANCO
O Estado do Acre surgiu no início do século XX. Mas, poucos brasileiros sabem como isso se deu.
Naquela época milhares de nordestinos foram deslocados para região norte em busca do lucro mágico das seringueiras bem no meio do primeiro ciclo da Borracha 1879-1912.
Eles buscavam fazer grandes valores com a extração da borracha das seringueiras, uma Commodity muito valorizada na Europa e os Estados Unidos naquela época. Até mesmo o criador da Ford Henry Ford investiu naquela região.
Nessa época, o Acre ainda fazia parte do território Boliviano. E era disputado entre o peru e Bolivia. O governo local também estava interessado em fazer dinheiro com a borracha. Em 1900 o comércio da borracha movimentava milhões em dinheiro.
Com a ocupação de brasileiros no Acre não demorou muito para que houvesse um conflito com os bolivianos. Para se ter uma idéia da instabilidade gerada nesta região, basta saber que no Acre foram proclamadas ao menos três repúblicas federativas, a mais importante delas em 1899, todas elas logo acabaram devido a intervenções militares tanto do governo brasileiro quanto do boliviano.
Para que fossem encerrados os conflitos na região o Brasil e a Bolívia decidiram negociar, foi então que o Brasil decidiu comprar aquele pedaço de terra do país vizinho.
Desta forma, o Brasil havia conseguido mais um pouco de terra que seria a fonte de borracha que seria exportada para vários países de diversas regiões do mundo.
Como naquela época ainda vivíamos a corrida do latex grandes investimentos foram feitos na região Amazônica, como exemplo dessa efervescência econômica na região temos a famosa Casa de Ópera de Manaus, o Teatro Amazonas, assim como o Teatro da Paz em Belém. Mas, foi somente em 1962, já durante o segundo ciclo da borracha 1942-1945, que Acre foi promovido de mais um território brasileiro à um dos estados da República.
cicero sena
Jornalista graduado na Faculdade 2 de Julho em 2011.1. Atualmente trabalha no Blog NuvenDigital e executa serviços de freelancer. É possível encontrar outros textos de Cicero Sena em istoeumabanana.blogspot.com.

