O DILEMA DA HONESTIDADE – VOCÊ PRATICA TUDO O QUE EXIGE DOS OUTROS?

O DILEMA DA HONESTIDADE
O DILEMA DA HONESTIDADE

Homem: Mamífero primata, bípede, com capacidade de fala, e que constitui o gênero humano. Exigente e crítico de sua própria espécie, o homem, no geral, espera que todos ao seu redor se comportem de forma responsável nos diversos espaços do cotidiano, utilizando-se de valores tidos como fundamentais à boa convivência humana – dentre eles a honestidade, a sinceridade e a integridade.

No entanto, apesar de esperarem e, em alguns casos, exigirem a idoneidade e outras boas virtudes[bb] por parte do outro, homens e mulheres, dos mais diversos campos, classes e posições sociais, frequentemente deixam de praticar o que de fato é correto, bom, apropriado ou, simplesmente, conveniente para adotar uma conduta que apenas visa o proveito pessoal a qualquer custo.


No dia-a-dia, as situações em que nos deparamos com o dilema do “fazer ou deixar de fazer” não são poucas, mesmo tendo a convicção de que alguma das alternativas podem resultar em uma atitude desonesta. Há quem diga que os valores humanos estão ligados diretamente à educação transmitida pela família, outros dizem que agir correta ou incorretamente faz parte da consciência de cada um.

Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade” – William Shakespeare

Partindo da educação ou fruto independente da consciência, o fato é que decisões são tomadas a todo o instante. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gerp perguntou a 1400 pessoas de dez capitais brasileiras sobre qual seria suas atitudes diante de situações como devolver um troco, pegar ou não pegar a linda toalha de um hotel de luxo no último dia da hospedagem, respeitar ou não respeitar uma fila de ônibus num dia de chuva, entre outros; confira as respostas:

Sobre as toalhas do hotel, apenas 13% dos entrevistados disseram que levariam o assessório de banho do hotel para casa. Perguntado sobre o porquê de não levar a toalha, o advogado de Recife[bb], Adriano Cunha, foi breve “Não levaria porque elas não são minhas”. Já a estudante de enfermagem de Belém, Rutilene do Socorro, não hesitou em responder “Levaria sim, com certeza! Elas são tão lindas! Vejo nas novelas aquelas toalhas maravilhosas. Eu ia querer levar uma de lembrança, É uma só, não ia fazer falta, não é?”.

“Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam”Confúcio

Ninguém quer ser roubado, ninguém gosta de esperar, ninguém quer ser vítima. Porém todos querem uma política honesta, um governo comprometido, que preste contas, que honre com suas promessas, que seja pontual com seus prazos. Será que exigir dos outros e não cobrar de si próprio é correto?

Chegar atrasado no trabalho é correto? Marcar um encontro e chegar minutos ou horas depois é uma atitude positiva? Quantas pessoas se levantam de uma cadeira ao ver um idoso entrar no ônibus? Quantos já atravessaram um idoso ou um deficiente numa via de tráfego intenso? E quem já devolveu um troco dado a mais por um agente de caixa de supermercado?

O dilema da honestidade

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles”Jesus no Sermão da Montanha. 

Ser honesto é mais do que uma atitude positiva, é uma responsabilidade estabelecida com o mundo. Uma ação positiva pode ser um objeto de inspiração para a melhoria alheia Agir de forma correta é contribuir para uma sociedade melhor, mais justa, mais humana; é acreditar que pequenos gestos podem transformar o mundo; é acreditar que o mundo pode ser melhor.

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