CRESCIMENTO DA ECONOMIA ALEMÃ PODE GERAR DESCONFORTO PARA PAÍSES ENDIVIDADOS

Crescimento da economia alemã em meio a crise da zona do euro já gera desconforto para países mais endividados – Banco central inglês  decide imprimir mais dinheiro para aquecer a economia.

Primeira Ministra Alemã-Angela Merkel
Primeira Ministra Alemã-Angela Merkel

Apresentando redução  nos índices de desemprego, crescimento econômico e aumento de sua influência no bloco do euro, a Alemanha começa a enfrentar resistência por parte da população de países mais endividados do bloco da moeda comum.  Enquanto  a crise econômica da zona do euro avança, fica cada vez mais difícil para a  diplomacia alemã  em Berlim falarem em austeridade e cortes nos gastos públicos como estratégia para os países mais endividados do bloco  do euro superarem sua crise.

Em um artigo publicado no The New York Times  o jornalista  Nicholas Kulish apontou para a possibilidade do aparecimento de ressentimentos por parte de países como  Grécia  e Espanha, que não tem visto pouco ou nenhum crescimento econômico nos últimos meses e ainda tiveram que implementar duras medidas para conter a escalada do débito nacional, frequentemente por exortação alemã.


o artigo também mencionou que a medida que o tempo passa, o abismo entre os países ricos e os países endividados da zona do euro só aumenta. Um exemplo disso é p caso da  Itália, que mesmo com a troca de liderança política  ainda não conseguiu acalmar investidores com relação a sua capacidade de solvência, entretanto, a divida italiana já chega  a US$ 2,6 trilhões. Hoje o retorno exigido para obrigações italianas  com vencimento em dez anos chegou a 7%. Só para se ter uma ideia da situação a Holanda, outro país europeu,  precisa pagar apenas 2.41%  em suas obrigações  com vencimento em dez anos.

Analistas até cogitaram que Roma vendesse suas reservas de ouro para acalmar o mercado, mas  o conselho foi tão mal recebido hoje quanto a proposta que fizeram aos gregos de venderem seus templos, monumentos históricos e  algumas de suas ilhas para pagar a sua divida no início da crise da divida grega.

Impressão de dinheiro

Já a edição Britânica do jornal  Financial Times, em reportagem  de Claire Jones, publicou que o Banco central Inglês informou em um relatório de inflação, não muito positivo, e que devido ao pouco crescimento esperado para a economia da Europa  há a possibilidade de que a comissão política monetária  inglesa anunciará mais impressão de dinheiro, “quantitative easing” nos próximos meses se tornou mais real.

A economia da zona do euro registrou crescimento de apenas 0.2%, durante o terceiro trimestre do ano, enquanto que a economia alemã cresceu 0.5%, no mesmo período. Embora os alemães possam comemorar o crescimento econômico,  para analistas, é apenas uma questão de tempo antes da parada no economia de países próximos e parceiros comerciais da Alemanha começar a afetar a maior economia da Europa.

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