QUEIMA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS PODE REDUZIR QUANTIDADE DE OXIGÊNIO NA ATMOSFERA

Suspeita de que o consumo de combustíveis fósseis também contribui para a redução na quantidade de oxigênio na atmosfera preocupa internautas.

Sem AR
Sem AR

Um transeunte carrega pesadamente uma pequena mochila enquanto tenta atravessar a rua. Acoplado a mochila, há um pequeno tanque metálico, neste esta escrito – oxigênio  21 %.  Em intervalos regulares, ele inspira  por uma máscara plástica[bb] ligada ao pequeno tanque. Atrás dele, em um posto de combustíveis se lê em letras garrafais “ oxigênio puro R$ 2.89 o litro, aditivado R$ 2.60  o litro”. Há alguns quarteirões dali, ouve-se uma enxurrada de  gritos e apitos. Um grupo de manifestantes  se choca com a polícia  local enquanto protestam contra o aumento no preço do oxigênio respirável. Depois de alguns minutos, exaustos e sem ar, eles são levados a emergência  médica com suspeita de sufocamento.

Embora a descrição acima pareça dramaturgia, ela  não saiu de nenhuma superprodução de Hollywood ou de algum livro de ficção cientifica. Ela apenas faz referência a um risco apontado por alguns curiosos e pesquisadores sobre a ligação[bb] entre o uso de combustíveis fósseis, poluição  e uma redução na quantidade de oxigênio disponível  no planeta.

A diminuição na proporção de oxigênio nos  últimos 200 anos ainda é pequena.


Como  convenção frequentemente afirmamos que a atmosfera terrestre é composta por 21% de oxigênio. Porém, o que muitos não sabem é que este número não é fixo. As mudanças de estação e a área total coberta por florestas, assim como, a concentração de certos  micro-organismos presentes nos oceanos tem o potencial de afetar a concentração de oxigênio no ar que respiramos.  Alguns calculam que cerca de um décimo de um porcento do total de oxigênio (0.095% )presente na atmosfera desde o inicio da revolução industrial desapareceu  na forma de compostos como  gás carbônico e água: consumido pelas caldeiras, motores e tanques industriais[bb]. Mas, enquanto só este fato  já  é preocupante, tanto curiosos quanto  interessados no assunto já especulam sobre um futuro sufocante, no qual  respirar  um ar com a quantidade certa de oxigênio seria um benefício de poucos.

Atividades humanas  influenciam ciclo natural do oxigênio

Muitas das atividades industriais humanas  e algumas atividades simples do nosso  dia-a-dia, como encher o tanque do carro e cozinhar a gás, exigem a queima de combustíveis fósseis como gasolina e diesel. O problema é que toda queima de combustível fóssil consome oxigênio  e libera uma quantidade de gás carbônico e água. Em condições normais esses dois compostos seriam absolvidos pelas plantas e algumas bactérias aquáticas incluindo o plâncton. Estes seres quebram os compostos resultantes da atividade industrial para a produção de  sua  própria energia. Como resultado desse processo,  o oxigênio  antes preso a um átomo de carbono[bb] seria então liberado novamente para a atmosfera.

O que acontece é que  a poluição juntamente com o desmatamento tem reduzido a cobertura vegetal da terra e tem comprometido a própria existência de espécies animais importantes. Estas espécies tem entre as suas varias funções a produção  de oxigênio.  Desta forma, para alguns,  a capacidade do planeta  Terra de converter gás carbônico   e águem  em oxigênio  esta sendo reduzida, ao passo que queimamos hidrocarbonetos para impulsionar nossas maquinas.

Terra, um planeta em que a vida faz toda  a diferença

Ao contrario do que muitos pensam, a maior parte do oxigênio na atmosfera terrestre é resultado de atividade orgânica, ou seja, ele só existe porque algum ser vivo consumiu dióxido de carbono  e  como consequência expeliu  oxigênio na atmosfera. Já o gás carbônico, venenosos para uma boa parte dos seres vivos,  aparece naturalmente na atmosfera como resultado de atividade vulcânica e a queima de matéria orgânica.

O que podemos aprender com Vênus

Vênus é considerado um planeta irmão da terra por ter uma constituição bem semelhante à do nosso planeta, tanto  seu tamanho quanto densidade são bem semelhantes aos da  nossa casa – no entanto, uma rápida análise de sua atmosfera revela que as semelhanças entre os dois planetas  não passam destes fatos: em Vênus nuvens de acido sulfúrico  impedem que a luz do sol chegue a superfície do planeta, derretendo qualquer composto orgânico em questões de segundos; um efeito estufa devastador[bb] causado pelos 96% de dióxido de carbono  na atmosfera elevam as temperaturas na superfície para mais de 800℃; e como se isso não fosse suficiente, a pressão atmosférica na superfície  de vênus é 92 vezes maior do que a da Terra.

Quanto mais descobrimos sobre os complexos ciclos naturais de nosso planeta, mais inquestionável se torna o fato de que a vida na Terra não é oportunista, por se aproveitar das condições existentes no planeta. A vida  também atua como reguladora das condições básicas para a manutenção dela mesma, condições estas sem as quais  a existência de muitas espécies animais, nós incluídos, seria impossível.  Se conseguiremos acabar com o nossas reservas de oxigênio só o tempo[bb] dirá. Mas se esse cenário se concretizar dificilmente restará alguém  vivo para contar a história.

Leia mais sobre este assunto nos sites:

blogcritics.org

nowpublic.com

scientificamerican.com

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