NOVAS INFECÇÕES DO VÍRUS DA AIDS EVIDENCIAM POUCA MEMORIA DO BRASILEIRO

Laço vermelho
Símbolo da luta pela saúde sexual.

Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde mostraram que as pessoas esquecem fatos, inclusive, aterrorizantes como a “epidemia” causada pelo  HIV[bb] no passado. O aumento do número de jovens homens gays contaminados com o vírus da Aids demonstra que memórias coletivas são facilmente apagadas com a entrada de novas gerações.

Enquanto jovens adquirem confiança para transar sem preservativos por causa nos avanços no tratamento contra doenças sexualmente transmissíveis incluindo a Aids[bb] por não terem vivenciado o horror da epidemia na década de 1980. Existem ainda aqueles que ressuscitam idéias como o conceito de “grupo de risco” qual afirma que existem determinadas pessoas são mais propícias que outras a infecção com uma DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

É importante lembrar que durante a década de 2000 o número de pessoas infectadas pelo vírus da Aids crescia muito mais entre mulheres casadas e com mais de cinqüenta anos do que em outros grupos. Pessoas que seriam classificadas bem longe do que se considera “grupo de risco”, mas isso também foi esquecido assim como campanhas educativas para essas mulheres[bb], além de vários comentários negativos sobre a honradez do sexo feminino no século XXI.


Esses dados eram resultantes muito mais da criação masculina do que das mudanças no comportamento sexual ocorridos em meados do século XX. Nessa época mulheres ganharam diversos direitos em relação à sexualidade e emprego. Hoje, por exemplo, a idéia de que o homem tem o direito de trair a sua esposa é vista com barbárie entre mulheres e homens de todas as classes atitude bem diferentes de outros tempos.

O que raramente é lembrado pelo visto é da camisinha que tem ficado de lado no nordeste do país, onde o número de novos infectados[bb] subiu de 3.020 (1998) para 6.072 (2010) Esquecer da gravidade da Aids pode ser considerada a maior prova de que o brasileiro tem uma memória muito curta com respeito a sua própria  história.

Links Importantes

Prevenção da AIDS – REDECE

Trabalho com  a prevenção da AIDS – INESC

Dependentes de Amor e Sexo Anônimos – DASA

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