MAIS DE 1 MILHÃO DE EXEMPLARES VENDIDOS – AUTOR DE 1808 E 1822 DIZ QUE ATÉ HOJE NÃO SABE O QUE ACONTECEU

1808-1822
1808-1822

A história de uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta, que enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal[bb] e do Brasil[bb], e como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil. Estes são os temas de 1808[bb] e1822[bb], livros do jornalista e escritor paranaense Laurentino Gomes (56), lançados em 2006 e 2010, respectivamente.

Laurentino ultrapassou a marca de 1,2 milhão de exemplares com as duas obras, entrando para a lista de livros mais vendidos do Brasil. O autor foi o vencedor do prêmio de melhor Livro de Ensaio da Academia Brasileira de Letras e do prêmio Jabuti de Literatura na categoria livro-reportagem de não-ficção, com a obra 1808, que contextualiza a vinda da família real e as condições políticas, econômicas e sociais de Portugal, França, Brasil e Inglaterra na época.

Em entrevista ao portal G1, em setembro deste ano, o autor alegou que não esperava que seus livros se tornassem tão populares. “É uma surpresa para mim que livros de história do Brasil possam se tornar best-sellers. Minha meta pessoal ao publicar 1808, por exemplo, era vender 20 mil livros. Até hoje me pergunto o que aconteceu”. Conta.

Segundo Gomes, algumas técnicas da profissão de jornalismo contribuíram para que seus primeiros livros se tornassem dois dos mais vendidos do país. Quando perguntado sobre a fórmula utilizada para a criação de Best-sellers, o autor explica que é essencial ter linguagem acessível e fácil de entender, bem como estar atento ao design da publicação, o momento do lançamento e a aproximação com os leitores.

“É essencial ter linguagem acessível e fácil de entender. É preciso ter uma boa fórmula de capa e título, para atrair o leitor, algo que até hoje é pouco explorado pelo mercado editorial brasileiro. É bom ter também o senso de oportunidade, aproveitar datas e grandes acontecimentos. E o contato com os leitores é importante”, explica.

Críticos concordam que o sucesso das obras se deve a forma objetiva e prazerosa da escrita, que traz a revelação de curiosidades históricas não mostradas em livros didáticos de história do Brasil[bb], a partir de um texto no estilo jornalismo literário, longe dos relatos tediosos que priorizam nomes, datas e discursos oficiais.

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