MAIS RÁPIDOS QUE A LUZ? PARTÍCULA PÕE EM DÚVIDA TEORIA DE EINSTEIN

Neutrinos podem ser mais rápidos que a luz
Neutrinos podem ser mais rápidos que a luz

Em 22 de setembro deste ano, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, sigla em francês) divulgou uma informação que movimentou o campo da física. Segundo a instituição, partículas fundamentais, conhecidas como neutrinos, são capazes de viajar a uma velocidade mais rápida que a da luz.

A constatação se baseou em medições recolhidas nos últimos três anos que mostraram que um feixe de neutrinos produzido na Cern percorreu 732 km no subsolo e atingiu o Laboratório de Gran Sasso, na Itália, 60 nanossegundos mais rápido que a luz.

O porta-voz do Cern, James Gillies afirmou que os resultados surpreenderam tanto os pesquisadores que outros colegas foram chamados para examinarem as medições. Toda esta preocupação decorre do fato de que se comprovada, a descoberta comprometerá a teoria da relatividade, desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein, que revolucionou a ciência no século XX.

Segundo Einstein, a velocidade da luz é uma constante cósmica e nada no universo seria capaz de ultrapassar sua velocidade. Um grupo de físicos brasileiros acompanhará, a partir de março de 2013, em Chicago (EUA), um experimento científico que irá checar os resultados da pesquisa do Cern, no intuito de saber se os neutrinos contrariam ou não a Teoria da Relatividade.

A maioria dos físicos são céticos em relação à descoberta, mas, “se confirmada, significará uma revolução dos conceitos mais básicos da física” disse o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Física, Ronald Shellard, em entrevista à Agência Brasil.

Neutrinos – Estas partículas, praticamente sem massa e desprovidas de carga elétrica, são tão pequenas que conseguem ultrapassar sólidos sem causar alterações. São três os tipos de neutrinos: Os de elétrons, do tau e do múon. Experimentos recentes constataram que essas partículas conseguem se transformar uma nas outras durante sua propagação.

Os neutrinos são emitidos pelas estrelas e pela atmosfera, podendo ser criados pela radioatividade beta, como a das centrais nucleares. Estas partículas podem estar um milhão de vezes mais presentes no universo do que cada um dos constituintes dos átomos, mas, de tão minúsculas, continua a ser incrivelmente difícil de detectar.

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