TORTURADORES DE ANIMAIS PODEM SER VIOLENTOS COM HUMANOS

Fonte: Wilkipédia

Recentemente, maus-tratos contra animais se tornou um dos principais assuntos abordados nas redes sociais. O caso mais recente é da enfermeira Camila dos Santos de 22 anos, residente de Goiás, que espancou um cachorro da raça Yorkshire, até a morte. Em depoimento ela confessou a policia que cometeu a agressão porque ficou irritada após encontrar a casa suja e revirada e que agiu sem pensar e que não fazia ideia de que sua atitude poderia provocar tanto a morte do animal quanto comoção no país. O caso chamou atenção em todo Brasil, milhares de internautas se uniram no intuito de fazer justiça. E realmente a união fez com que a Justiça abrisse os olhos e começasse a reparar nos casos de crueldade contra os animais.

O grande problema é que a maioria dos casos de torturas de animais acabam caindo no desconhecimento por falta de denúncia. Outra problemática que deve ser abordada é a situação dos animais que vivem em cativeiros sem nenhuma condição de higiene.

A ideia central é – Não basta apenas alojar os animais eles também  precisam de atenção carinho e espaço. Como exemplo de praticas tidas como o Maus tratos por defensores dos animais são cães presos em correntes o dia todo; espancamento de animais pelo proprietário, açoitamento de cavalos e o sacrifício de animais, pratica comum em alguns rituais religiosos. Ainda existe o problema dos  rodeios, espectáculos de circo,  touradas e até mesmo a caça de animais apenas por lazer.

Maus tratos contra animais e a violencia urbana


Maltratar animais pode ter um lado mais sombrio do que a maioria de nós pode imaginar. Alguns sugerem uma conexão entre crueldade com animais e crimes violentos. De acordo com o site americano Pet-Abuse.com uma pesquisa feita em 1997 pela Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA) e a Universidade de  Northeastern nos Estados Unidos aponta que pessoas violentas com animais tem cinco vezes mais chances de cometer um crime violento contra outro ser humano quando comparados com pessoas sem histórico de violencia contra animais. Segudo o site acima o FBI ja reconhece desde os anos 70 a prepodererância de abuso contra animais na infância e no histórico de assassinos em série.

Para os  criadores do site a violência tanto contra animais quanto contra  seres humanos tem uma origem comum: a busca descontrolada pelo poder e controle além de uma acentuada falta de empatia por parte do abusador. Para eles  perceber e tratar a violência contra animais pode acabar ajudando na prevenção da violência urbana que assola o país.

Várias associações para a proteção dos animais também sugerem a extinção de uma prática comum em centros de zoonose espalhados pelo Brasil, a coleta de animais pelas famosas carrocinhas. Outro assunto discutido em alguns Estados é a prática da eutanásia em animais feitas como forma de se controlar o aumento desordenado da população.Estes  efendem outras praticas como a castração, a adoção e campanhas educativas como principal maneira de se controlar a população de animais abandonados.

Segundo Marco Ciampi, presidente da Associação Humanitária de Proteção e Bem Estar Animal (Arca Brasil) o princípio básico nas relações homem-animal deve incluir condições adequadas para a manutenção das necessidades – físicas, psicológicas e comportamentais capazes de garantir a segurança do animal. Mas não menos  interessante é notar  que a população brasileira parece estar se mobilizando mais no combate à violência contra animais. O proximo passo pode ser a adoção de um programa educativo voltado a preparar a população para convivência com alguns dos melhores amigos do homem.

Texto de  Ana Lucia Oliveira com edição de Cícero Sena e Fábio Santos

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