A INVENÇÃO DO PAPEL

Conheça um pouco da história de uma das invenções mais antigas do mundo: O PAPEL.

Papel

Sinceramente, eu ainda não encontrei algo que possa substituir o papel. Em toda a História, poucas invenções humanas tem sido tão apreciadas e usadas quanto ele. Afinal é usando papel que a maioria de nossa comunicação até pouco tempo acontecia.

é com papel que nos comunicamos, expressamos, anotamos recados para alguém que não pode nos ouvir, além de nos ajudar, e muito, no quesito “esquecimento”… Ou seja, pensou algo, então pegue um papel vai lá e escreva, porque depois pode ser tarde demais, ainda mais se você tiver dificuldades para relembrar de certas coisas.

Mas, como surgiu o PAPEL?

O papel foi inventado na China cerca de 3.000 anos depois dos antigos egípcios começarem a usar o papiro para a escrita. Cai Lun, um oficial do governo na Dinastia Han Oriental, produziu papel ao misturar casca de amoreira e fibras de bambu com água, drenando e secando a mistura em uma estrutura plana de bambu.

Com o passar do tempo, outros materiais usados na manufatura de papel incluíam cascas de árvores, cânhamo, linho e até mesmo redes de pesca. Durante as Dinastias Tang e Song, os papéis eram produzidos para diferentes finalidades, o que incluía o papel de cânhamo, papel de pele de animais, papel de bambu e papel xuan – feito de um tipo de pinheiro – especialmente usado para caligrafia.

O papel começou a ser fabricado fora da jurisdição árabe, japonesa e chinesa, na Itália, em Fabriano, em 1276. Com o passar do tempo o papel começou a substituir o pergaminho. Na França, a fabricação iniciou-se em 1348, na Alemanha em 1390 e na Inglaterra, em 1494. Um bom trabalhador não podia fazer mais de 750 folhas por dia. Isso pode explicar o alto valor de todas as peças literárias da época e seu pouco uso. O processo de fabricação continuou artesanal e moroso até ao séc. XVIII, quando em dezembro de 1798, o francês Louis-Nicolas Robert, patenteou uma máquina para fazer “papel de grande comprimento” ou “fitas de papel”.

Robert, ao inventar a máquina capaz de produzir um papel com 12 a 15 metros de comprimento por cerca de 40 cm de largura, era empregado de um impressor famoso: Didot, que comprou sua patente, porém não conseguiu viabilizar inteiramente o invento. O cunhado de Didot, um inglês, roubou o desenho da máquina e, de regresso à Inglaterra, comercializou o invento. Dois industriais ingleses, Henry de Fourdriner e seu irmão, aperfeiçoaram o invento transformando-o numa máquina de confecção cilíndrica. O processo de fabricação foi sendo constantemente aperfeiçoado.

Atualmente, máquinas de papel podem facilmente produzir mais de 1000 metros de papel por minuto e por processos completamente diferentes que aqueles.

Embora a história do papel tenha começado há muito tempo atrás, antes de inventar o papel o homem usou diversas formas de escrever e desenhar, por exemplo, os homens primitivos usavam as paredes das cavernas, muito tempo depois, na Índia, foram usadas as folhas de palmeira, já os Astecas anotavam seus livros de matemática e astronomia nas cascas de árvores, os egípcios inventaram o papiro, uma tipo de papel, porém bem frágil, os chineses foram os primeiros a inventar o papel que hoje nós conhecemos. Ele era feito de fibras de bambu ou sebo, e no ano de 1690 o papel deixou de ser um “negócio da China” para ser um negócio Mundial, foi quando os americanos fizeram a primeira fábrica de papel, e hoje o mundo não vive sem ele. Já imaginou o que seria da humanidade sem livros, revistas, dinheiro e até mesmo o papel higiênico? Todos esses itens dependem e são feitos com o papel.

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A produção do papel

É bem mais simples do que se imagina. A maioria dos papéis que utilizamos vem da madeira do Eucalipto.

As toras de Eucaliptos chegam das fazendas e são descarregadas nas indústrias de papel, a partir daí começa o processo de fabricação. Uma esteira leva a madeira para ser descascada e picada, depois ela é cozida para a produção da celulose, uma pasta extraída do Eucalipto que faz a massa virar papel, a massa é transformada em folhas grandes, que são prensadas e vão para os secadores, então, a calandra, que é uma espécie de ferro de passar, alisa e molda as folhas de papel. Depois o papel é enrolado, cortado, empacotado e cada fábrica administra de acordo com a exigência de seus clientes, que transforma o papel em cartolinas, papel de seda, higiênico, camurças, papel reciclado e muitos outros.

E você, já havia pensado que uma simples folha de papel carregava toda esta história? Deixe um comentário com a sua opinião.

Wanessa Marçal – Estudante de Jornalismo e Colaboradora do Nuven Digital*

Um Comentário para: “A INVENÇÃO DO PAPEL

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