HISTÓRIAS A RESPEITO DO JORNALISMO IMPRESSO NA BAHIA

Em 14 de maio de 2011, o jornalismo na Bahia completou 200 anos de história. Um dos primeiros noticiosos impressos estado é datado de 1811. Ele era um jornal de quatro páginas publicado por leais ao absolutismo em Portugal que tinham a proteção do Conde dos Arcos.

O noticioso era contra a independência do Brasil então colônia de Portugal e era tão odiado pelos brasileiros que alguns simplesmente desistiram de vender o produto.

Talvez o primeiro exemplo de jornalismo popular que tivemos no estado tenha vindo com o Diário de Notícias da Bahia que vinha com o Slogan “notícia Barata”. Criado em 1875 esse impresso circulava aos montes pelas cidades e possuíam uma linguagem mais voltada ao popular.

O A tarde, um dos principais jornais da Bahia, vem ser fundado apenas em 1912 pelo político Ernesto Simões Filho sendo que esta não foi à primeira empreitada dele no jornalismo. Em 1908 Simões filho publicou O Papão, um jornal em formato de revista de tom humorístico.

Em 1958 suje o jornal da Bahia, que foi publicado até a decada de 90.  Criado por João Falcão, mas o jornal não conseguiu se manter no mercado baiano,  alguns afirmam que o veículo teria sido perseguido por Antônio Carlos Magalhães por causa das publicações de cunha esquerdista e liberal do jornal, mas nada que certifique esta teoria foi provado até hoje. Já O tribuna da Bahia, um jornal que criou fama por tentar ser apartidário quando surgiu, nasceu um ano depois do AI-5 (Ato inconstitucional n°5).

O Correio da Bahia vem a ser aberto em 1978. O jornal, hoje um dos  jornais mais populares da Bahia alguns afirmam por pertencer ao grupo midiático ligado a Rede Bahia  de televisão ligada a família  do falecido Antônio Carlos Magalhães, influente político baiano. No entanto nos últimos anos o jornal tem liderado em inovações, mudando de formato e oferecendo benefício ao assinantes por meio de iniciativas como  o clube correio.

Dos jornais impressos diários que surgiram nos últimos 200 anos de jornalismo apenas três sobreviveram as intempéries do mercado. O A tarde, Tribuna da Bahia e Correio, sendo que este ultimo fez uma reformulação completa em seu formato entrando em status de jornal popular, além da tentativa de desvincular o jornal do nome Magalhães.

No século XXI com o jornalismo ganhando um viés cada vez mais participativos os veículos mais populares da Bahia encontram  novos desafios para a existência. Um desses desafios é a proliferação de sites de notícias ligados a rádios e outros veículos de comunicação.  Coisas novas em relação à imprensa na Bahia estão prestes a acontecer com as redes sociais e a cibercultura, é só esperar, falaremos sobre isto em um próximo artigo.

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