PODEM VÍDEOS ENSINAR MAIS QUE LIVROS?
Será que os vídeos ensinam mais que os livros? É possível comunicar bem sem palavras? Estaria a solução para problemas como o analfabetismo, a pobreza extrema, aquecimento global e epidemias sociais como a obesidade no uso consciente e proposital das novas tecnologias?
Assista ao video Amongst Giants, (Entre os gigantes) uma animação que fala conceitos profundos e importantes para nossa sociedade como destruição do meio ambiente, desenvolvimento de tecnologia, noções da lei do retorno e crescimento econômico de uma forma bela, atraente e inteligente.
Muitas destas exclusões nos prejudicaram: por séculos taxamos os analfabetos de incapazes e impotentes, os impedimos de significar suas existências e de adicionar valor a nossa própria. Mas, então veio o video e calou a palavra escrita. No meio de uma revolução visual, na qual, cientistas já falam em conceitos como pensamento lateral e pensador visual, e em que conceitos como comunicação visual são mais entendidos pela população do que a teoria da relatividade, ainda insistimos em nossa preferência dos livros aos vídeos e interatividade na hora de ensinar.
Em um mundo em que animações de 30 segundos viajam o mundo maus rápido e fazem mais barulho que resoluções da ONU. A imagem a 30 quadros por segundo abre uma nova porta para o aprendizado. Uma porta que dá valor a criatividade e a cor, que vai além do preto no branco e os infinitos tons de cinza que se podem imprimir no papel. Misturando som e imagem em um caleidoscópio de ideias e opiniões que tornam onomatopeias mais poderosas que discursos inteiros.
Se os livros fossem a melhor forma de comunicação, porquê a publicidade e propaganda preferem o video? Um dado interessante é saber que só no Brasil se gastará este ano cerca de R$ 72 Bilhões com educação. No mesmo período, a Rede Globo gastará 40 milhões com a novela das 8, Avenida Brasil. Mas se perguntássemos hoje nas ruas quem são Carminha e Albert Eisten; quem seria mais lembrado?

Não basta apenas termos a nova tecnologia, precisamos saber usa-la de um forma inteligente. Imagem photoshopedornot
Fabio Santos
Fábio é mestre em comunicação pela Universidade de Londres. Estudou direito, é apaixonado por Interatividade, empreendedorismo e tecnologia. Recentemente Fábio criou um curso, em 10 aulas, que ensina as pessoas a usar a internet para gerar renda de forma simples e prática. O nome do curso é Como Trabalhar de Casa com a Internet.


Cara, a gente precisa ver o que quer se apreendido e quem quer aprender. Existem pessoas que se dão melhor com literatura outras com imagens… Cada um com seu cada um
Obrigado Cicero, Entender as necessidades individuais de cada um é bastante importante, trabalhar para este alvo, faz toda a diferença!
Se vídeos podem ensinar mais que livros? Sim, e o contrario também
Se o vídeo matou o livro? Não
São duas formas de comunicar e de Arte diferentes que devem coexistir.
É verdade que eu hoje vejo mais youtube do que leio. Mas gosto de ler um bom livro, que exercite a minha imaginação, o livro tem essa capacidade de nos levar a imaginar o que lemos. No vídeo ficamos mais presos a imagem.
Olha, eu penso que o mundo esta avançando para onde os videos vão fazer muito mais parte do aprendizado do que antes, mas os livros nunca serão extintos, isso é certo. O texto nos faz reflitor bastante, o video é espetacular! Parabéns fabio!
Abraços, Arlindo Armando
Bom, acho que só pelo título posso falar… Livros ensinam mais que vídeos, apesar de sua análise ter sido ótima, mesmo assim, para mim livros ensinam mais que vídeos, até mesmo culturas diferentes! =) Ótimo artigo, Fabio!
Olá Fabio Batista Dos Santos!
Como educadora acredito que tudo que é excesso prejudica… vídeo demais também cansa! Deve ser usado sim, mas como um recorte! Para Iniciar, para complementar ou para ilustrar um conteúdo … É um recurso de fácil acesso (apesar que em muitas regiões há a carência desse recurso), e o livro não pode e não deve perder sua importância na educação, pois também faz parte dos recursos pedagógicos e é uma das mais antigas mídias: a impressa.
Um abraço
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